Hugo

e se eu te disser que o teu sorriso me ilumina
que o teu olhar incendeia o meu desejo....
e que a tua pele queima a minha...
desde a ponta dos dedos até á alma?
A outra
Escondem-se por baixo da pele
Na sombra uma da outra
Constroem-se longo da vida
Sãos elas sem o ser...
São esta e a outra
A outra que moldou e esculpiu
E no fundo ja não sabem
Quem é esta e quem é a outra
Quem fez quem...
Duas faces
A mesma pessoa
Nunca saem juntas
Nem separadas...
Duas actrizes sempre em palco
Escondendo o passado
Sonhando o futuro
Vivendo em alternado o presente
A forte a outra frágil,
A santa a outra devassa
A calma a outra selvagem
A conformada e a revoltada
Quem é ela e quem é a outra?
Será uma e outra sem nunca realmente o ser?
Apeteces-me
Apetece-me fugir o mundo
Fingir que o real é miragem
E o nosso sonho é agora...
Apetece-me fundir-me em ti
Mover o tempo ao contrário
arrasta-lo quando corre
E apressa-lo quando se arrasta,
Apeteces-me....
Apetece-me o nosso abraço,
O calor do teu corpo...
O som da tua voz...
O ar que respiras...
Apetece-me...
O meu reflexo no teu olhar,
A tua boca na minha...
Apetecem-me...
Os risos,
As cumplicidades e sintonias...
Apeteces-me...
you and me...
Foto: Cecilia Monteiro auto-retrato
Gosto de me repousar no teu peito, de me abrigar no teu abraço...
de morar dentro de ti!
És parte de mim,
sinto-me parte de ti.
... tempo
ando as voltas com o tempo, tentando controlar o que
não é
possível controlar... é demasiado fluido... demasiado
intocável....
imprevisível.... Como posso eu te reter ou apressar? como posso eu te domar?
instante

São as tuas mãos que me tocam...
Deixo que me seduzam pela sua graça
Pela sua leveza e elegância
Olho-te nos olhos e fujo...
Refugio-me na tua boca
Que se movimenta soltando sons
Que suavemente me levam para dentro de ti
Exploro-te em cada letra
Em cada tom
Em cada sorriso e expressão
Gosto de te ouvir
Gosto de te sentir
Assim frente a mim
Despido do mundo
E tendo um mundo dentro de ti
(já publicado em 2007)

Eu não existo sem
vocêEu sei e você sabe,
já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Vinicius de Moraes
Sms
Há momentos em que as palavras me faltam... e aí, é todo o meu ser que te fala. Falam os olhos brilhantes querendo dizer-te que é mais que amor o que sinto, é um estado de bem supremo, um estado transcendental. um nirvana! É Mais alto, é superior! É ter dentro de mim todas as sensações do mundo num segundo que se prolonga... Fala a minha pele que se eriça quando te digo amo-te... É o frio na barriga... a leveza da alma ... e a sensação que flutuo...
Marcas
Apetece-me mal tratar o corpo
Cortar-me em pedaços
Talvez assim consiga mascarar as tuas marcas
dizes que te marquei...
Tu também me marcaste!
Marcas tão profunda
Que não há lamina
Nem arma que as arranque
Olha-me nos olhos!
Vês, lá no fundo?
Bem tatuado na retina
Estás tu...
E mais lá no fundo
Tudo que vivemos
E ainda mais fundo
Na minha essência
Estão as raízes... profundas e fortes
Que tento a todo o custo arrancar
Dilacerar
Matar!
Não há químico... não há palavra que eu conheça que as extraia
Talvez o tempo...
Talvez outro amor...
E se eu te disser...

foto
: Ana
E se eu te disser que já não sei amar
Que enterrei bem fundo
Todo o sentimento,
E que é só o corpo que vive?
E se eu te disser que rasguei
A tua imagem em mil pedaços,
Que já não tenho sangue no peito
Nem lágrimas nos olhos...?
E se eu te disser que já não quero mais viver assim
Agarrada á lembrança do que foi,
A instantes que julguei serem para sempre?
E se eu te disser que anseio o teu abraço
Só para o recusar?
E se eu te disser que não esqueço,
Apenas adormeço tudo o que sinto?
E se eu te disser que já nem sei se é a razão que me guia
Ou a loucura que se apodera de mim....?
E se eu te disser que vou te amar para sempre?
Mesmo que o sempre seja demasiado eterno...
E que sei, que nada é para sempre...
E se eu te disser que te quero conquistar,
Para apenas ter o prazer de te rejeitar?
E se eu te disser que as tuas mãos permanecem na minha memória, como se estivesse a namora-las agora?
E se eu te disser que te amo todas as noites, no meu leito, enquanto durmo
e que nem quando acordo te odeio?
E se eu te disser que nunca amei ninguém assim?
E se eu nada disser? Talvez seja melhor assim... Talvez já te tenha dito sem notar... Talvez já me tenhas lido sem eu me escrever...
sem palavras...
Todas as palavras me parecem vãs...
Demasiado usadas
Demasiado vulgares
Por isso não as vou escrever...
Não agora
Talvez amanhã...
Ou quando menos esperares
Mas sabes que mesmo assim
Não vou ficar calada
Mesmo assim vou te dizer
Tudo o que sinto
Todas as palavras que tenho em mim
Sei que as lês...
Quando me olhas
Sou palavras e mais palavras afinal
Um sorriso
Um olhar
Um gesto... mesmo que banal
É bem mais real
Que qualquer som,
Que qualquer letra exposta em papel
Que qualquer palavra na tela desenhada...
i feel good!
Sinto-me bem :)
É incrível como as coisas mudam... depende tanto do olhar que temos sobre elas, é tudo tão relativo! As duvidas provocam mais estragos que uma verdade não desejada...
Não sou de me lamentar... nem de viver o que não pode ser vivido. Não acredito no amor impossível. Menos ainda, que podemos amar quem não nos ama...
Sou tão egoísta. :)
Afinal não amo ninguém mais do que a mim mesma... acredito que para saber amar alguém é imprescindível saber amar-se ... chamem - me narcisista... talvez o seja... quem não o é?
É bom acordar, olhar a volta e realizar que afinal mais vale só... do que estar com alguém que não sabe se quer lá estar.
É bom fechar as portas de quem não quer se abrir... de quem tem medo de se mostrar, de quem não sabe amar.
momento de reflexão

Havera ainda palavras para te dizer, outras que nunca te direi. Amei-te sem querer, num momento em que não queria amar ninguém... amei da forma mais simples que sei, sem verniz... nem lantejolas...
Pintei-te o meu eu, mostrei tudo o que sentia, sem pensar, sem esculpir, sem jogar... em bruto... como nasceu e cresceu este amor...nem eu sei... talvez de um olhar, de um sonho... talvez se desvaneça com um sonho... com um olhar!
Por uma etiqueta
E se eu tivesse uma etiqueta no peito... daquelas que dizem "sou a mulher da tua vida" era fácil assim, não era? Acreditas mesmo que quando olhares para "a mulher da tua vida" vai aparecer uma legenda? bem... se é isso é fácil... encomendo uma t-shirt no
cão azul e pronto.... já sou a mulher da tua vida! Mas deixa que te diga uma coisa... Da vida nada sei... nem sei se és o homem da minha vida... para ser sincera não acredito muito que exista esse homem da minha vida! o que eu sei é que gosto do teu abraço, do teu beijo, das partilhas, do tempo que passamos juntos... dos momentos esplanada... do bacalhau com broa... do beijo esquimó... da sedução... de nos amarmos... de sentir o teu cheiro... da sangria... de te enviar mensagens... de estar lá quando precisas de mim... de dançar ao som de My Way... do teu humor... do desafio... da tua criatividade... das tuas mãos.... dos teus olhos... do teu olhar... de te olhar e dizer-te em silêncio que te amo. Medo de arriscar? e não será bom arriscar e ganhar? bem melhor prémio que eu não consegues com certeza.
Um pouco de mim...

E há sempre palavras que me fazem bem... e que me assentam quase tão bem quanto a pele...
"Recomeça ... se puderes" sim recomeço todos os dias... porque posso e tenho a força. Quando tudo vai mal, olho no espelho e sei que tudo pode ser melhor... sei que apenas depende de mim e mais ninguém...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."
Miguel Torga, Diário XIII
Recomeço...
guardo em mim ,personagem em constante construção, o que todos os dias vivo, as tristezas e as alegrias, as decepções e as vitórias...
"Sou eu mais do que ontem... apenas um pouco de amanhã"
Anjo?
Tens penas nas tuas costas!
Terão caído das tuas asas?
Ou uma ninfa endiabrada as depositou sem dó?
Expele-as!
Liberta-te do peso bruto que carregas!
vais ver...
ficas mais leve
o mundo ganha outra cor
outros sons
outro valor!
4º Motivo da Rosa
foto : ..:Geisa:..
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Foto : Miguel Rita
Porque há silêncios que dizem mais que palavras....
... até breve...
São só palavras...
São só palavras...
Apenas palavras pintadas na tela
Palavras esculpidas na matéria
Palavras sem sentido
Se não sentidas
São momentos
sonhos
sorrisos e lágrimas
memorias gravadas
na alma... na pele... no que sou
No que vivo
No que anseio
No que sinto ou invento
Sou mais que palavras
Sou silêncios
Mudos
por vezes calados
Sou gritos
Por vezes escritos
Por vezes dançados
Por vezes pintados
Não sou diferente nem igual
Nem melhor nem pior
Sou o som da musica que escuto
Ou apenas o zumbido de uma abelha
Ou o vento que passa e acaricia a face
Ou aquele que gela o corpo
Sou o ar que inspiro... mais aquele que expiro
Sou as mãos com que escrevo
E alma que me dita
Sou eu mais que ontem... apenas um pouco de amanhã
Anjo sem asas...

Foto: Stanmareck
Olha para dentro de ti...
o que vês?
Umas asas por pintar?
porque não queres tu voar,
se dentro de ti tens os sonhos
tens um mar
e um céu para explorar?
Tens no peito um vazio dizes tu
Um vazio cheio de ar
pronto a rebentar...
Não deixes a cor se enrugar
deixa-te respirar
ou acabas por abafar
Não te embales em mentiras
nem historias de faz de conta
Amanhã é teu tu sabes...
mas o hoje também
dorme bem... anjo sem asas...
e não deixes nunca de voar!
Divagando
E se as palavras me fugirem
como areia por entre os dedos?
E se nem mesmo com os meus olhos
eu te consiga dizer
o que alma sente?
E se eu ja nao souber o que me diz o corpo?
Serei eu cega?
Serei eu muda?
Serei eu vazia do sentir que me inunda?
Terei eu baixado os braços?
Terei eu deixado de esperar?
Terei eu deixado de lutar?
Acendo a luz,
Continuas aqui...
Bem dentro de mim...
Mesmo que nao queiras cá ficar...
Mesmo que nao queiras partir...
Vem!

Foto: Graça Loureiro
Embrulha-me com os teus braços...
Quero sentir o aroma doce da tua pele...
E o sal que ti nasce.
Sussurra-me com os teus olhos
O teu mar
O mundo por onde navegas
Os sonhos por onde caminhas
Os caminhos onde te encontras
Vem!
Diz-me!
Diz-me todas as palavras
Diz-me!
Mas
não digas tudo...
Deixa descobrir
Sem mapa
Sem destino
Apenas com o objectivo
De em ti me encontrar...
Sente!
Sente o meu calor
A minha dor
A minha folia
Sente as palavras ardentes
Que no silencio te grito
Olha bem
Estão escritas
Em cada pedaço de pele
Em cada recanto do meu corpo
Em toda a minha mente
Nos gestos
Na boca
Nos sons que invento
Nas
mãos que te acariciam
Vem assim... bem devagar
Ou de repente
Vem!
Cúmplice
Não tenho lágrimas para ti...
Apenas uma vontade enorme de te abraçar...
De te ter... e encontrar
De partilhar o meu mundo...
De conhecer o teu...
Tenho paz quando te tenho...
És o meu porto de abrigo
O mar para onde caminho
O colo que me conforta
A palavra que me anima
A mão que me segura...
O olhar que me prende
A alma que me sente
Mais que amigo
Mais que Amante
Cumplicidades...
foto: Graça LoureiroQuando te admiro
Não são apenas os teus olhos
Nem a tua bocaNem as tuas mãos que me encantam...Nem as linhas perfeitas do teu rosto Nem o teu corpo sedutorÉ mais que issoÉ para alem de uma imagem Guardada em papelOu na retina...São os gestosOs silênciosAs palavras que leioOs sonhosA coragemA vontade de seres tuOs sorrisos que oferecesAs partilhas que o peito aquecemÉ o mundo que tens em ti...
Terei eu a chave que me abre a porta do teu mundo?
Foto : Sergio Fernandes Espreito pela porta
Que entreaberta deixas....
Sem me convidares a entrar
Convidas a espreitar...
Gostas que te observe,
Seduzes-me em pequenos gestos
Que fazes na perfeição....
Admiro...
O teu corpo esbelto
Que o tempo amadureceu
E embelezou...
O teu olhar que acaricia
E seduz tudo o que o rodeia.
Empurro a porta,
Lentamente...
Quase sem dar por mim
Estou mais perto
Mais dentro de ti...
Não tenho chave
Prefiro que te abras assim
Desnudando gestos
Apagando silêncios
Mesmo que o silencio
Faça parte de ti...
Sísifo
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII
Assim sou eu...

Foto : Marta Ferreira
Tenho na mente a liberdade
Nas asas a força
E no peito a vontade
Vôo por entre sonhos
Por entre telas e palavras
Nem anjo
Nem demonio
Nem ave
Nem serpente
Sou...
Um passado e um presente
Sou...
Um futuro por inventar...
Sou...
O que a Alma me ditar!
foto: Graça Loureiro Ofuscam-me os silêncios
presos no olhar...
Calam-me as palavras
escondidas nas mãos...
Já
não sei se sei
ou se nem quero saber,
a verdade é sempre melhor que a mentira
por mais que a vistas
que a maquilhes
prefiro a verdade nua e crua
ainda que mendiga
do que a mentira feita prostituta
que me ofereces em cada esquina
por instantes de prazer!
De negro...

Foto: Graça loureiro
O que sou... será que fui?
Foto: Miguel PereiraO que sou já não sei....
Nem sei se algum dia fui...
Terei sido o teu amor?
Terei dormido nos teus braços sem dormir?
Terei vivido nos teus sonhos?
Terei amado o teu corpo?
O que sou já não sei...
Nem sei se algum dia fui...
Terei beijado a tua boca?
Terei desejado o teu corpo?
Terei ouvido a tua historia?
Terei vivido o teu amor?
O que sou já não sei...
Nem sei se algum dia fui...
Sou louca,
Sou amante,
Sou o instante,
O idílio,
O momento...
E depois?
O que sou já não sei...
Nem sei se algum dia fui...
Será que devo acordar?
Vagueio por entre as palavras
Procurando as exactas
As que aquecem...
Será em vão este vaguear
esta procura?
Tenho em mim o desejo
Sei que o tempo tudo apagará...
Mas não sei se devo deixar
que o tempo apague
os sorrisos da alma...
Não sei se devo deixar
Que o mar apague
Os sonhos que plantei na areia
Não sei ...
Não sei se desisto do sonho que imaginei...
ou se continuo a lutar!
De que cor é o amor?
Foto: Graça Loureiro Hoje é cinzento... quase negro...
Fanou a flor...
Morreu de sede.
Era rubra
Luminosa
Da cor do sangue
Da cor da alegria...
Da cor dos momentos... quase instantes
Apagados pela distancia,
A distancia dos corpos,
Mais ainda pela distancia dos sentimentos...
Já não existe verdade
A pureza do sentimento
Já não existem amantes...
Apenas corpos que se querem
Já não existe o amor...
Mudemos as palavras
Troquemos os sentidos
Já não existem amantes
Apenas instantes
Frios e voláteis
Em que se crê
Que o amor ainda tem cor!
Sou feita de palavras

Sou feita de palavras
Que vou acolhendo
Como dádiva
Ao longo do caminhada.
Palavras que se vão gravando
No rosto,
No peito,
Na pele que veste o corpo.
Sorrisos ganhos,
Em momentos passados,
Impressos nos olhos,
São sonhos...
São lágrimas perdidas...
Magias recolhidas
Em instantes voláteis.
Hoje rarearam as palavras
O silêncio alastra-se
Como praga
Apagando
Lentamente
Minuto a minuto
Palavras que lá havia colocado.
A pluma cansada
Desobedece ao desejo
De traduzir em letras
O que a alma sente...
E porque é silêncio que me inunda
É em silêncio que fico...
(republicação)
Amanhã?
Foto: Ramiro Marques PiresHoje
Sou folha sem palavras
Sem nada para dizer!
Vazia ...
Amanha?
Amanhã não sei...
Amanhã ainda está por viver
ainda por escrever
Amanhã ainda é virgem
Espero não o foder!

De amor?
Já me cansei de falar...
e falei muito,
não apenas com palavras
escritas ou faladas.
Mas falei...
falei com as mão com os pés,
com a pele,
com os olhos,
com boca.
Falei acordada,
falei a dormir...
falei falei e também ouvi....
Não sei se ouvem quando falo de amor,
e o amor é muito mais que uma palavra...
é muito mais que gesto...
é um sentir tão forte
que toca
que transborda em tudo o que és
em tudo o que fazes....
que faz pensar mais alto,
que faz ver o mundo de outra forma...
amar... amar... amar!
será que sei amar?
certamente que sim ...
nunca ninguém me ensinou
mas amar nao se aprende assim
amar é descobrir...
é saber por si
é amar-se a si...
E eu aprendi
e aprendo a cada dia que cresço
a cada dia que vivo...
a cada dia que conheço.
a cada dia que me descubro...
Amar alguém?
... é tão difícil amar alguém...
é tão bom amar!
Depois de te amar...
Depois de te amar....
Fico na pele com o teu cheiro
Na alma com o teu desejo
... E é tão bom amar-te
Sentir-te parte de mim
Sentir-me parte de ti...
Depois de te amar...
Ainda flutuando,
Ainda fora de mim
Toco com as mãos as tuas
Toco com a alma o mundo dentro de ti
...E é tão bom amar-te
Sentir-te parte de mim
Sentir-me parte de ti...
Depois de te amar...
E que o espírito regressa ao corpo
E que mundo aparece lá fora
Amo-te ainda mais!
...E é tão bom amar-te
Sentir-te parte de mim
Sentir-me parte de ti...
Sentada no
chão do meu quarto
Fecho os olhos...
E quase te sinto...
É a brisa
nocturna que me acaricia
a face...
a nuca...
os ombros...
Era bom que fosses tu...

Tenho nos lábios a arder
palavras por dizer...
letras que se juntam
e separam
palavras que percorrem a mente
e que na boca morem
como o naufrago na praia...
Foto:
Carla Salgueiro
...
Foto: Graça LoureiroQuedo-me em teus braços
Quando te fito
É força maior
Que me atrai a ti
Deixo-me ficar no enlaço
Quente e doce
Que me aquece o peito
E inquienta o corpo
Palavras que brincam

Perdi-me das palavras
E tenho-as todas em mim
Fogem quando as digo
Escondem-se porque as sinto
Trocam as letras
E quase não as reconheço
Brincam comigo
Como brinquei com elas
Vingam-se de sentimentos que inventei
E agora que os sinto escondem-se
É castigo decerto...
É castigo com certeza ...
Regressam quando te sonho
E no momento em que acordo
Fazem-se adormecidas
Fingem-se outras
Não querem ser verbalizadas
Apenas ditas com o gesto
Com o olhar
Com o sorriso que me provocas
A vida...
foto: Filomena ChitoA vida é poema
que se conjuga a dois...
Vivam cada dia rimando
O antes, o agora e o depois...
foto: Filomena Chito
Nesse instante...
Nesse instante
Em que as tuas mãos nas minhas
O teu corpo no meu
E as almas se tocam
Já não sei se chove
Ou se o vento afaga na noite
Se a lua brilha
Ou se terra se move...
Esqueço o espaço
Esqueço o mundo...
Quase flutuo...
Há o brilho no olhar
O sorriso na alma
A respiração ofegante
O corpo molhado
A boca seca
O anseio saciado
Snow Patrol - Open Your Eyes (Live at Lowlands 2006)
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old
The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
Cos I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x4]
Get up, get out, get away from these liars
Cos they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
Cos I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x8]
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
Se eu pudesse amar-te agora...

Se eu pudesse amar-te agora...
Entraria pela tua porta
Diria o quanto me devora
O meu querer por ti
Beijaria a tua boca com demora
Devoraria o teu sabor
Se eu pudesse amar-te agora...
Despiria o mundo lá fora
Inventaria um mundo só nosso
Afagar-te-ia nos meus braços
Dormiria no teu colo
Se eu pudesse amar-te agora...
Amar-te-ia como nunca amei ninguém.
...

Está-me na alma
O gosto da tua pele...
Está-me no sangue
O meu querer por ti...
Está-me nos olhos
O desejo dos teus beijos...
Está-me na boca
O ensejo do primeiro olhar...
Está -me nos braços
A vontade do teu abraço...
Está-me na pele
A ambição do teu regalo...
Foto: Kacper kie
Nomeações
Obrigada
Tina ,
Suruka e
Luna
Tenho.te no peito a crescer...
E a cada instante mais
Apareceste quase sem nada dizer...
E apenas com um olhar
Fizeste brilhar o meu...
E nada mais sei dizer
Não há palavras para te descrever
E é no silencio
Cúmplice do olhar
Que dizemos
Adoro.te (mais do que isso)
Instante
E no instante em que me olhas
São as tuas mãos que me tocam...
Deixo que me seduzam pela sua graça
Pela sua leveza e elegância
Olho-te nos olhos e fujo...
Refugio-me na tua boca
Que se movimenta soltando sons
Que suavemente me levam para dentro de ti
Exploro-te em cada letra
Em cada tom
Em cada sorriso e expressão
Gosto de te ouvir
Gosto de te sentir
Assim frente a mim
Despido do mundo
E tendo um mundo dentro de ti.foto : Graça Loureiro in olhares
Egoismo
Hoje não vos deixo palavras
Quero guardar só para mim
Quero sentir cada uma
Como se fosse apenas minha
Sentir na alma o afago que cada uma dá de si
Quero sonhar só para mim
Quero abraçar
Sentir a sua essência
Descobrir em cada letra
Um sentido diferente
Quero amar as palavras que sinto
Quero as ter só para mim...
...

pura poesia esta foto de Graça Loureiro tirada
daqui
Do fim de um amor...

É tão vazio o fim de um amor...
que por mais que procure
não encontro palavras
nem gestos
que encham o vazio
e o silêncio ...
Mas ficam na alma guardados
os sorrisos,
os sonhos
os momentos vividos.
E como acaba assim...
um amor sem fim...
que de tanto se gastar
acaba por cavar
um fosso sem fundo
um poço sem fim...
e tu aqui
e eu sem ti
e tu sem mim
não te sinto aqui
não sonho de ti
é o fim.
Abraço...

Abraço a brisa....
sinto-a acarinhado-me a face...
tocando-me levemente o corpo...
segurando-me as mãos abertas e vazias...
sinto nos lábios
a tua boca amante e doce
na língua húmida e quente
o teu sabor...
Faltam-me os teus braços
as tuas mãos nas minhas
o teu sopro ofegante
Falta-me o calor da tua pele
o teu olhar penetrante...
É apenas um leve devaneio
que o vento inventa
É apenas desejo
da minha boca pela tua
É apenas ilusão do meu querer...
...

Tenho...
Na boca a saudade do beijo
Nas mãos, da tua pele o cheiro
No olhar a volúpia do desejo
Na memoria o som do silêncio.
Recordas-te....
da luxuria da minha boca
da gula da minha pele
do orgulho do meu prazer...
Pecado dizes tu?... o que é pecado?
Eu e tu?
Foto: Graça in olhares.com
Papagaio de papel...

Foto
in http://www.filos.co.pt/Era uma vez um papagaio
Que ambicionava ser feliz
Estava preso a um cordel
Tinha sonhos na ponta do nariz...
Sonhava voar
E um dia faltou um triz
Para fugir da mão do petiz
Voava ao sabor do vento, era leve
Sonhava que
não era de papel
E não teria fim o seu cordel
Tinha laços encarnados
E asas de cetim
Para o meu Jaime e para a minha Gui
Ao sabor do vento!
Foto: Pascal Renoux Em alto mar
Navego ao sabor do vento
protegida pelas ondas
que atenciosamente me embalam
É de vento que me alimento
saciando a fome que trago no peito
de palavras que colho
de sonhos que invento
de sorrisos que contemplo
Sigo a luz que raia
por entre as nuvens serradas e opacas
Viajo para outro mar
Outro porto talvez...
uma e outra vez!
Nas mãos carrego os sonhos
que me nascem no peito
não mais divagarei de mãos vazias
não mais abandonarei o aroma da vida
jamais deixarei de viver
Faltam-me
foto : Sweetcharade Falta-me o teu sopro no pescoço... As tuas mãos cegas procurando as minhas...A tua boca desejando... Os teus olhos fitando...Faltam os sonhosFalta a vidaA vida que abandonasteNuma noite Em que a noiteSe vestia de orvalhoE a lua se escondiaComo que procurando desesperada O diaUma noite em que as palavrasMentiam por tiE as mãos balançavamEntre um seio e outroEntre a verdade e a mentiraEntre o sonho e a certezaFalta-me o ardor da paixãoFalta-me a existência dos sonhos
Sobe, sobe, balão sobe...

Tenho no peito um balão...
Um balão cheio de ar
Vou soprando devagarinho
Até ficar bem esticadinho
Solto-o!
Espero vê-lo subir....
Quando irá ele partir?
Onde irá ele chegar?
Pinto-o das cores que invento
Ao sabor do vento
Ao sabor da maré
Que me beija o pé
E no pé a areia
que devagarinho
Vai fazendo miminho
Desenhando no meu balão
Um sorriso de mansinho
Alegrando o coração
anuncio...
...
alguém sabe onde posso encontrar o
guião da peça de teatro "confissões de mulheres de 30" de Domingos Oliveira?
podem responder nos comentários.
Obrigada
Thinking blogger award

Fui nomeada pela sonhadora do blog
"Esta minha casa" e os próximos cinco blogs nomeados são:
Os nomeados devem indicar outros cinco blogs que os façam pensar e copiar o selo correspondente e afixá-lo na barra lateral dos seus blogs.
Fiquem bem
Beijos

Guardo em gavetas
E em caixas de papelão
Os beijos e cumplicidades
Sonhos e quimeras
Os risos e os desenhos
E com um rubro laço ato!
Ato as lembranças
Bordadas em papel de seda
Pintadas na alma
Na pele!
Na pele, na alma
Calo o som da tua voz,
Do teu piano que me embalava
E parto!
foto: Kacper KiecParto
Para uma nova vida…
Vou ser criadora de pássaros
Vou aprender a voar
Conquistar novas paisagens
E quem sabe
Se saberei criar
Um ninho para me repousar!
Esta noite até o dia acordar!
Foto: Stanmareck
Esta noite vou levar-te comigo
Quero sentir-te em mim
E de repente sem contares
Vou mostrar -te o silêncio
O meu silêncio
E vou ficar ao luar vendo a manhã chegar
Vou ler todos os teus silêncios
Sorver todos os teus gestos
Decifrar cada sussurro do teu olhar
E só te vou largar quando dia acordar
Sonho...

Senti-te chegar esta noite
Vieste pé ante pé
quase
sem tocar o chão
envolveste-me docemente
sussurraste-me palavras frescas
levando-me em viagem
nos teus
braços
A magia do Amor...
Foto : Nuno Oliveira
Carta de Amor!
Ainda estão quentes as palavras que me deixaste, posso ainda sentir o teu calor na cama que apressadamente abandonaste depois de me deixares tocar-te bem dentro de ti.
Escrevo ainda embrulhada no teu perfume e quase que ainda sinto os teus braços embalando o meu corpo numa dança que só os amantes conhecem. Sinto ainda queimando-me a pele, abrasando os sentidos, os beijos e carícias com que fogosamente me regalaste. Sinto que cada minuto, cada segundo que nos separa intensifica ainda mais o ardor que me prende a ti. Sei que não és meu, assim como não sou tua, mas nos momentos que partilhamos somos parte um do outro.
É engraçado como por vezes digo a palavra que pensaste, como se por poderes divinatórios eu entrasse em tua mente e exactamente no preciso momento, adivinhasse o teu pensamento.
É magia, é pleno contentamento, este sentir fazer parte de ti, este sentir ler-te o pensamento. É magia o teu sorriso na minha alma, é felicidade pura pintar na tua boca a minha, pintar na tua pele o meu corpo, pintar na tua alma a minha essência.
E na espera beijo-te em sonho e a todo instante a alma e o peito
Teu beijo...

É música de tuas mãos brotando
Cada carícia na minha pele desnuda,
Cada fragmento tocado
É melodia tua…
É música o beijo aliado ao desejo
Que principia na carne nua
Que descubro em cada acorde
E termina no corpo que flutua
Foto: Stanmareck
Sou... ou apenas sonho?

Sinto a arder na ponta dos dedos
Palavras que ainda não escrevi,
Sentimentos que aindo vivo
Ainda cultivo dentro de mim...
E tu longe ...
Cada hora mais longe
Mesmo estando a meu lado
Mesmo dentro de mim...
Escrevo-te
Inventando palavras
Inventando paixão
Obrigando o corpo em danças,
Sem música ,
Apenas lembradas
Apenas sonhadas...
E tu longe ...
Cada dia mais longe
Mesmo estando aqui
Mesmo dentro de mim...
E será sonho?
E será real?
Tantas vezes me questiono ...
Serei eu sonho?
Viverei eu apenas em papel,
Personagem de historias,
Ao delirio do autor
Ao agrado do leitor?
O QUE SOU?
Não sei...
Tenho momentos de lúcido sonho
Em que sonho
Que talvez tu
Não passes de um sono
Um sono mal dormido
Um sonho ainda não vivido.
Foto: Sofia Mauricio in olhares.com
Saudades de mim dentro de ti…

Saudades de mim dentro de ti…
No teu olhar como deusa
Superando tudo o que fui
Saudades de mim dentro de ti
Nos teus braços como flor
Superando tudo o que senti
Saudades de mim dentro de ti
No teu sorriso como brilho
Superando tudo o que dei
Saudades de mim dentro de ti
Na tua voz como música
Superando tudo o que ouvi
Saudades de mim dentro de ti
Saudade de ti dentro de mim…
Foto: Graça in olhares.com
Ensejo...
Quentes as palavras Que me entregas, Seduzes-me num rubro desejoSinto o teu calor na leito Que apressadamente aceitas Deixas-me tocar-te a almaEmbrulhas-me no teu perfume Experimento os teus braços Embalando o meu corpo...Sinto queimando-me a pele, Abrasando os sentidos, Os beijos, as carícias Com que fogosamente me regalas.Fraquejo na hora de resistir E entrego todo a meu calorTodo o meu amor ao teu... E misturados Saboreamos ...Foto :
Graça in olhares
O Rio...

Tela e foto Cecìlia Cunha
inspirado aqui
Um amor por acontecer...

Não me olhes
Que me inquietas o peito
E fazes a pele despertar
Cala as palavras
Que se entranham em mim
E fazem o desejo acordar
Não me dês a tua boca
Deixa dormir as lembranças
Embaladas pela mentira
Deixa o gelo ocupar o espaço da chama
Não me digas que tens saudades
Sei que nada posso esperar
Sei que nada vou ter
Apenas a lembrança
E um amor por acontecer
Desafio...

Olho as tuas mãos
Que desafiam a boca
Sente o alvoroço
Que elas provocam
Enquanto em mim vagueiam
Rubro é o beijo
Dançando entre a volúpia e o desejo
Cúmplices eu e tu
Neste anseio pelo deleite
Onde os corpos curiosos
Se tentam e aliciam
Em ritmos inconstantes
Buscando em cada movimento
Em cada instante
O apaziguamento dos desejos
Olhas-me embriagado
Pelo querer que te percorre
Anseias pelo duelo que proponho
E numa batalha de corpos
Concedemos um ao outro
O arrebatamento dos sentidos
Foto: autor desconhecido
Ausente de mim...
Dispo o corpo e nada fica
Nem pele
Nem carne
Nem alma.
Ausente de mim subsisto
Sem ar
Sem cor
Sem vida
Ausente de mim
Porque ausente de ti
Anestesio o sentir
Sem sentido
Imóvel…
Sem rumo…
Sem trilhos a seguir
Sem areia no meu mar
Apenas rocha fria e nua
Que acolhe o mar
E o afasta…Foto: Nuno Milheiro in Olhares.com
Á deriva...

Procuro em vão
Soltar a lágrima
Soltar o grito
Mas faltam-me as palavras…
Faltam-me as lágrimas…
Sinto-me carne sem sentido
Caminho sem rumo
Apenas sigo o destino
Na ânsia que a sorte me leve
Onde tenho de chegar…
Sinto fome…
Fome de palavras
De gestos
De sentimentos
De sentidos…
Que alimentam a alma
Aquecem o peito
Despertam o sonho
Sinto falta
Falta das mãos que tremem
Do peito inquieto
Do brilho no olhar
Do sorriso na alma.
Sinto-me perdida
Sinto-me á deriva...
Voar...

Quero ter asas
Saber voar
E de repente sem contar
Descobrir que lá do alto
Te posso ver
E encontrar
Te beijar apenas com o olhar
E dançar
Com as tuas mãos nas minhas
Com o teu sorriso no meu
Com o teu peito no regaço
E ficar no lugar
Onde o céu encontra o mar…
Escultura

A cada palavra que cinzelo
Na pedra
No corpo…
Desnudo,
Revelo
Em prosa em verso
O sentir, o sentido
Que nasce
Do abraço
Do sonho
Dos olhares que traço
Nos silêncios
Das feridas abertas
Remendadas com fios de ouro
Com fios de seda
Que recolho
A cada passo
Nos sorrisos
Nos pequenos nadas
Que a vida me confia
Foto: Stanmarek
... no fundo do mar...
Sinto-me no fundo do mar
como se fosse sufocar
como se me fosse afogar
Tento subir á superfície
Mas tudo puxa para o fundo do mar
e sinto-me a ficar sem ar
e sinto-me a sufocar
Quero respirar
sentir a brisa
o cheiro da terra
Quero nadar
Para outro mar
Onde não tenha que pensar
em como respirar
Quero fugir
Deste sufoco
desta agonia
em que me afundo
a cada dia
a cada dia que passo sem respirar
Miragem
Deito-me na cama quente
Sei que estás ausente
Vejo-te chegar impaciente
Mas mesmo assim embalo-me ...
em teus braços
Nas tuas mãos tremulas de desejo...
Olho-te nos teus olhos
sinto o ardor das tuas mãos que me enlaçam
cada vez mais forte
cada vez mais perto
e neste momento incerto
feito de lembrança e desejo
Vagueio neste deserto de ti...
Dizes :" Sou miragem "
eu digo-te : "Eu sei"Foto: ddiarte
Beijo...

Quando te dei um beijo
Guardei na minha boca o desejo
E com ele perfumei o corpo
E nasceu pela tua boca
a cobiça
Com o cobiça
nasceram as palavras
Que das mãos que te esperam saem
São letras que demoram
Para te expressar bem devagar
toda a poesia
que há neste inusitado beijo
Imagem: haleh Bryan
Se tu viesses ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e riE é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...Florbela EspancaFoto : j moore by james white
indiferente...

Caminho sem rumo
Lendo folhas sem palavras
Chove miúdo
O céu está pintado de cinzento
Assim como os meus olhos
O meu sentir…
Fico no silêncio dos olhares
Das palavras
Dos gestos
Nesta indiferença que fere
E quase mata
Vegeto
E assisto aos dias a passar
Um depois do outro
Sem nada sentir
Apenas assisto sem lutar
Apenas assisto sem sonhar
Apenas assisto sem pintar
Frio!
Está frio
A porta ficou aberta
E por ela entra o vazio
Frio!
Foto: Stanmarek
...

Diluo a cada dia que passa
Os momentos que na pele marcaste
Na espuma branca do mar
Deixo ficar
O teu cheiro
E lembrança
Para que Neptuno
Te leve
Bem para longe
Onde não me toques no peito
E onde a lembrança
Se misture á areia
E apenas te sinta
Quando caminhar junto ao mar
Viagem I...
Está uma noite fria. A agradável temperatura das noites de verão já me abandonou á algum tempo, e apenas me restam as lembranças que cuidadosamente guardo entre minhas memórias. Lembro-me particularmente de uma tarde quente em que de repente a chuva começou a cair, e tu, chegaste com o teu sorriso cativante e o teu olhar desnudado. Aliciaste-me com um gesto de tuas mãos para que fosse ter contigo debaixo da chuva quente que caía… e não resistindo á tentação abracei o teu corpo juntei o meu vestido branco á tua roupa já molhada e senti o teu calor bem junto da minha pele. Beijei a tua boca, como se nada mais houvesse para descobrir para além de ti. E assim fiquei agarrada a ti sentindo a chuva cair… Na rua, as pessoas fugiam da chuva e olhavam-nos como se fossemos loucos… rimos, como nos rimos naquela tarde! Fomos para casa. Tirei a tua roupa encharcada e recordei enquanto te percorria com o olhar o nosso primeiro beijo… Viajo por momentos em pensamento e sinto invadir-me o desejo de tocar, com a minha a tua boca. Gosto da sua suavidade, da sua entrega, da forma como os teus lábios cercam os meus, como sinto um arrepio percorrer todo o meu corpo, despertando a cada milímetro, todos os sentidos, todos os desejos… E como desejo percorrer a tua pele ainda molhada, sorvendo cada gota que a cobre, sentindo a tua pele eriçada. E neste momento tão nosso em que os corpos se tocam e libertam, somos mais que dois, somos apenas um… Somos nós, em entrega de mais que apenas carne, em sentidos e sentimentos, sem limites… Tu és meu e eu sou tua. Sinto eu, o teu prazer assim como tu sentes o meu.
O frio, que entra pela porta entreaberta, que tu já não empurras, gela ainda mais a minha espera. Apenas em sonho me visitas, apenas em sonho nos amamos, apenas sinto o teu cheiro quando me perco nas viagens pelo nosso mundo.
Um Bom Ano para todos fiquem bem beijos |
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Redesenho...

Redesenho os contornos do nosso amor
Que um dia quase perdemos
Por não saber
A chama e fogo manter
É fácil o corpo saciar
Ao fim de algum tempo
Sabemos o que faz o outro vibrar
Esquecendo que amar
Não é só corpo devorar
Mas também a alma encontrar
Acalentado o sonho e o desejo
Foto: Stanmarek
Leva-me contigo esta noite...

Leva-me contigo esta noite!
Não leves apenas o meu cheiro na tua pele,
Nem os meus beijos na tua boca.
Leva-me contigo esta noite!
Não leves apenas os momentos
Nem as minhas palavras de amor
Leva-me contigo esta noite!
Deixa-me repousar no teu peito
E nele erguer meu leito
E nele construir pouco a pouco
O meu mundo que é o teu
Leva-me contigo esta noite!
Deixa que o meu corpo abrace o teu
Desde a aurora á alvorada
Deixa a tua pele cobrir a minha
Leva-me contigo esta noite!
Foto: Stanmarek in onephoto.net
Ama-me!

Leva-me em teus braços
Devora a noite
Rasgando o silêncio
Na boca que te espera
Deposita um suave e terno beijo
Sente nos meus lábios
O desejo carmim
Que há em mim…
… Por ti
Embriaga-me os sentidos
Mostra-me o meu querer
Mistura-o ao teu
Conta-me os teus sonhos
E fantasias …
Ouve os meus!
Olha-me exactamente como sou
Apenas eu…
Nua …
Apenas sentir…
Sussurra-me:
Ama-me!
Foto: Paulo Sar
Rompeu do solo frio e lamacento
Transportada ainda semente pelo vento
Uma flor quase transparente
Onde as cores se misturam
E as palavras, sua pétalas
Ornam um frágil caule…
São palavras que o vento leva
Para outros jardins
Para outros mundos
Onde o solo menos árido
Acolhe as pétalas em abraço
Transformando as pétala transparente
Em tonalidade desejadaFoto, tela e poema Cecília Cunha
De te sonhar...
De te sonhar
Acredito
Que sonho já não és
Que de vultos e sombras
Materia nos tornamos
E as palavras almejadas
Acalentam as bocas desenhadas
Os olhos sorvem cada fragmento
Que as mãos entalham
Na recente matéria
Onde o calor e o escarlate fluido
Percorre os trilhos dos sentidos
Gerando novos sonhosFoto: Lois Greenfield
....
Enfeita a minha pele com os teus beijosE no ardor deste amor que me abrasaPinta no meu corpo carícias arrojadasFaz que a dança que balançaEntre o prazer e a exuberânciaNão seja apenas sonho de corposTornados vultosFaz de mim mais que personagemMais que sombraFaz de mim matéria entre tuas mãoEm que os sentidos se despertamSeduzindo o olhar E as bocas afoitas inflamam as mãos atrevidas...
És...
És vento
Que me passa entre as mãos
Afagas o rosto
Beijas a boca
E num sopro vais!
És brisa intensa
Envolvendo-me
No abraço prometido
E na brisa desvanecido...
És aragem
Que a lembrança me devolve
E me arranca...
És beijo na nuca
Mãos no regaço
Ritmo assimétrico no peito
És delírio que me consome...
Foto: Stanmarek in onephoto.net
enlaço
Ato
A um rubro laço
Lágrimas salgadas
Nascidas do enlace
Das bocas doces
Ávidas de paixão
Amarras secretas
Lançadas
Em olhares sedutores
Seduziram as mãos
Levando em sonho
os corpos
Aos cobiçados actos.Foto: ddiarte.com
Chuva
Sente a melopéia
Que a chuva canta
É música
Forte como o meu amor
Suave como o meu amar
Ouve bem
Cada gota caindo
É nota que toca
Inventando acordes
Em ritmo inconstante
Em tempo incerto
Numa pauta incompleta. Foto : Pedro Miguel Costa
Sonho...
Chegas devagar Como quem não quer acordarColocas as mãos Sobre a pele quente que se arrepiaE numa dança de palavrasDesenhasNa boca o beijoOnde a tua mãose enlaça á minhaE as almasColocadas nas pontas dos dedosProvocam o sonhoQue nasce do desejoFoto: Stanmarek
Na boca
Guardo os beijos
Que em sonho te dou.
Sabes quantos são?
Eu já lhe perdi a conta foto: Pawel Lubón in onephoto.com
Em mim refém
Sinto-me refém
Deste corpo
Que atormenta a alma
Que me prende o espírito
Impedindo-o de voar
E encontrar
Lá no alto
O teu
Que paira
Sobre mim…
Sinto-o perto
E distante
A cada instante.
A tua imagem
Em mim presente
No olhar ardente
Na pele febril
Penetra-me a mente
Em amor ardente
Que nada teme
Onde tudo treme…foto: zet ka aa in photo.net
Sombras
Inquietas sombras
Nascidas,
Da trémula luz
Afagando os corpos,
Dançam entrelaçadas,
Imitando
Os gestos,
Espiando carícias e afagos
Desejos e anseios.
Cobiçam
Mãos,
Olhares e bocas
Que se tocam
Trocando o sentido
Transformando
Palavras em sentir.
foto: Emil Christiansen in photo.net
...
Deito-me,
Aconchegada entre as palavras
Murmuradas pelo vento
Da madrugada.
Confessou-me a brisa
Doce e quente
O despertar dos sorrisos,
A paixão do teu olhar.
Falou-me da cor do mar
Do sal
Da lua
Do reflexo prateado
Das águas
Calmas do rio
Dos segredos
Semeados nas margens...
Disse-me das tuas mãos
Procurando
No sonho as minhas
Da tua boca
Ai a tua boca!
Como ela me falou da tua boca!Foto:Aliin Neamtu in
http://www.photo.net/photodb/photo?photo_id=3473947

Inunda-me a tinta da tua pluma
Pintando o beijo.
Toque suave e delicado de um olhar...
... Beijo esperado...
Beijo guardado
Doce abraço
Embrulhado em palavras
Arrepio que nasce na singela troca
Atinge cada pedaço da pele
Provocando o desejo
Que a boca
Que me olha promete
(a chuva cai, lá fora, dando-me mais uma razão para aqui ficar)·
Suave
Amarra lançada
Frases soltas
Pintadas em sorrisos
Presas a rubros laços
Ornadas de cintilantes estrelas
Colhidas pela madrugada
Enquanto em sonho me beijavas
Solta agora o carmim
Pintado em mim
Só para ti.
Foto: Stanmarek
Loucos sentidos

Loucas
Palavras roucas
Sussurradas em silêncio
Enleio constante
Despertar de desejo
O beijo.
A Boca afaga
Devora
A pele
Sedenta
De rimas sentidas
Na poesia dos corpos
Que se tocam em palavras
Em gestos mudos
Cúmplices em segredo
No crime da paixão
Dos sentidos
Foto: Michael Schultes
Cravadas as unhas
Arrancados os suspiros
Os olhares gravados
Esqueço.
Se algum dia te amei,
Porque não pode ser amor
O que sem amor nasce
O que sem amor cresce
Deve ser loucura, idílio
Quimera ou devaneio
Este ingrato sentido
Da lama germinado
Em lodo crescido
Alimentado de lágrimas
E silêncios indiferentes
Queimado pela brisa fria
Que te nasce no peito
As cores e sentimentos misturados
Já não fazem pulsar o peito.
E o que resta é carne!
Apenas carne sem sentir,
Carne fria sem a rubra cor
Onde as unhas já nada arrastam
E o azul glaciar
Gela tudo o que toca.Foto: stanmarek
Insónia

Na cama deitada oiço lá fora a fúria da chuva que cai… Nuvens negras e opacas ocultam a lua, Dissimulam sua forma, Apagam seu brilho, Mas a sua magia ainda a sinto bem presente. Acompanha-me a insónia, Atrevida. Vem sentar-se junto a mim, fala-me de ti, de tudo e de nada, retendo a minha entrada no mundo dos sonhos
Cerro os olhos, na esperança do sonho. Mas a insónia insiste, faz-me sua refém. Mesmo assim resisto, quero entrar no teu sonho, alcançar esse mundo onde quase te sinto, onde os beijos e desejos são carícias, onde os dedos afagam, onde uma réstia de amor preenche os vazios do peito, onde os olhos contam sonhos, as bocas se calam e só os corpos falam! |
|
É desejo
É desejo secreto o beijo
Na nuca, no peito
É ardor que nasce
No olhar, na palavra
Nos sorrisos escondidos
É carícia, é enleio, é afago
Cada letra, cada nota
Cada passo, que reparo
Sem espaço, sem pudor
Sem censura
Puro, exacto
O extracto que relato
Em letra, em verso
Em prosa, em silêncio
Em beijo roubado
Em beijo desenhado
Em secretos desejosFoto: António Louro in www.olhares.com
Outono.
São folhas
Que tombam delicadamente
Umas sobre as outras.
Folhas
Que há bem poucos dias
A brisa de verão namorava
Em carícias suaves
E agora que o sol
Lhes queimou a pele
É a brisa forte de Outono
Que as leva em seus braços fortes
É o cheiro do Outono…
Que nos toca
Quente e doce
As castanhas
Acabadas de assar na praça
A musica
Das folhas secas arrastadas pelo vento
E a chuva na vidraça
Que Canta as viagens passadas…
As Cores douradas
Embrulhadas no frio que nasce.
É o sol que ainda quente
Nos afaga delicadamente…Foto:
www.ddiarte.com
http://agavetadopaulo.blogspot.com/
Tenho silêncios mudos
Que geram palavras prenhes
Que quase rebentam e se auto expelem
Como criaturas ávidas de vida
E liberdade.
Tenho silêncios gritantes
Que se lêem nos olhos
Nas bocas serradas
Nos vincos impressos
Nas melodias diárias
Que quase não damos conta
Guardo silêncios cúmplices
Partilhados
Numa tarde de chuva
Entre confidências e quimeras…
Silêncios
Que provocam sorrisos na alma…
Silêncios que enchem o peito
E me enleiam em ternura…
E outros que me calam
E me prendem em teias ásperas e rugosas.
… Gotas da chuva no telhado
Passos no soalho
Sussurros ao ouvido pela manhã
São silêncios? São ruído? São música?
Pausa...
Sou feita de palavras Que vou acolhendo Como dádiva Ao longo do caminhada. Palavras que se vão gravando No rosto, No peito, Na pele que veste o corpo.
Sorrisos ganhos, Em momentos passados, Impressos nos olhos, São sonhos... São lágrimas perdidas... Magias recolhidas Em instantes voláteis.
Hoje rarearam as palavras O silêncio alastra-se Como praga Apagando Lentamente Minuto a minuto Palavras que lá havia colocado. A pluma cansada Desobedece ao desejo De traduzir em letras O que a alma sente...
E porque é silêncio que me inunda É em silêncio que fico... |
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Teia...

Teia que a noite tece Como véu que emudece O meu sentir. Véu, onde as palavras, Escritas na brisa, Levadas pelo vento, Resgatam o sentido Ocluso no pensamento
Teia de inconstantes cores Frágeis e dóceis Que incólumes se acolhem Nas asas do desejo Despertam os sonhos Em forma de beijo Cor carmim Como teus lábios Docemente Repousados sobre mim
Teia rasgada pelo grito Pela mão que aperta E afaga o papel Num constante abraço que liberta As gotas de orvalho e mel Que brotam do meu regaço… |
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Foto: Autor desconhecido
Pérolas
Serenamente
Dispo as pérolas que me nascem no peito
Uma a uma
Come se soltas contassem a sua história
A minha historia…
São pérolas que cultivei enquanto de um amor cuidava
Hoje visto um véu
Ornado de gotas de orvalho
Que a lua teceu para me cobrir a alma
E canto com a minha voz muda
O pranto em que o silêncio abrilhanta
As palavras cor de prata …
Foto: www.white-room-studio.de
A chama...
Foto: autor desconhecido A chama atiça As palavras que apuro Na ardósia, no corpo desnudo. Revelo Em prosa em verso O sentir, o sentido Que nasce Do abraço Do sonho Dos olhares que expulso Nos silêncios De feridas abertas Remendadas com fios de ouro Com fios de seda Que recolho A cada passo Nos sorrisos Nos pequenos nadas Que a vida me confia
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Terra molhada
O aroma, Que a chuva de verão provoca Quando se alia á terra seca da rua, Evoca, Em mim, A memória do tempo Em que de pés nus corria… Recordo-me bem desta época… Adorava tirar a língua Saborear a chuva que caia… Lembro-me de dançar Ao som das chuvas de verão Fechava os olhos Sentia na face como mimo, Como afago, A água Que suavemente tombava…
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Inspiraçao...
Vens... Quando na penumbra A musica da noite Me acolhe em carícia Em abraço... Tocas-me Levemente Sussuras-me promessas Acabadas de nascer... E na tela Que a luz Quase inexistente afaga, Esboço o traço Do sentimento que invento...
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Silêncio calado...
Foto: Mário Henriques
Fico calada
Na sombra do que
sou.
Do te querer imagino-te…
Olhando o mar,
Calmo e frio,
Apagando
A cada
dia que passa
Cada rasto
Das minhas mãos na
tua pele
Cada traço
Do meu olhar no teu peito
Cada sabor
Do meu
beijo na tua boca
Cada som
Da minha voz no teu corpo…
Tatua agora
A minha
ausência,
O meu silencio,
Em tua alma
Mesmo os
silêncios que calo…
...
Sentimentos que voam
Transportados pelo sonho
Levam-me a alma
Para viagens intermináveis
Em que o presente
Se mistura com o passado
E o imaginado.
Divago entre vales
E montanhas
Percorrendo cidades
Onde as rua
Se transformam
Em vielas,
Onde se respiram perfumes
Entranhados na lembrança
Onde os sons
De um piano e de uma viola
Clamam
Pelo desejo
Que se desenha
Nas entranhas
Deste poema imaginado.
Onde as rimas fogem
E se dispersam
E restam apenas palavras
Palavras minhas
Que te dou agora
A palavra que nunca te direi...
…
Saudade…
… Da tua boca na minha
Que me cale as palavras
E apague silêncios…
… Dos teus braços
Num abraço
Que afoga a tristeza
E o vazio …
… Das tuas mãos
Para me acariciam a pele
Que espera e desespera
Pelo desejo que provocas …
… Da tua voz
Que penetra nas veias
E me percorre …
… Dos teus olhos
Que me lêem a alma…
… De te tocar
… De te olhar
… De te ouvir
… De te saborear
… De te sentir.
Esta saudade
Que me leva a misturar
As letras erradas
Formando as palavras não sentidas
Frases sem sentido…
Em historia de fadas
Em que o príncipe
É encantado
E as muralhas
Intransponíveis
Escondem
Ás lágrimas
Que me escorrem do peito
Há palavras...
Há palavras duras Que nos trespassam E dilaceram o peito… Há palavras macias Que nos tocam como carícias Como beijos soprados… Há palavras que apertam Como um abraço amigo Que nos rodeiam E nos embalam abafando tristezas … Há palavras que choram Que inundam o olhar E dão nós na garganta… Há palavras que riem Que nos fazem cócegas Que provocam gargalhadas E desenham sorrisos Por onde passam… Há palavras frias Que nos congelam os sentidos… E palavras quentes Que nos queimam por dentro E por fora… Há palavras muitas palavras É delas que me alimento Das boas e das más Não tenho medo delas Por vezes é a sua ausência que temo.
|
|
Instantes imaginados
Instantes imaginados Enquanto desnudo os silêncios Que me sussurras Enquanto tentas me adormecer Embalando-me nas ondas Deste mar De amores e desamores De promessas Inventadas para me encantar Encanto quebrado Quando a esperança Não alcança o sonho contado |
|
...
Palavras devoradas letra a letra pela folha virgem que se transformam em premissas em sonhos em fantasias . Palavras não ditas pensadas sentidas ganham vida na imaginação quem escreve tão louco devaneio Para que escrever? Para ler E te mostrar que estou viva que tenho no peito matéria sentida matéria que sente porque profanar tão puro papel? Para gritar as palavras que desenho com as mãos ardendo palavras que queimam rubras brancas pretas de todas as cores... palavras de paixão que emanam do corpo das mãos da pele ... do mais profundo sentir! |
|
Aqui... agora!
Olho-te assim
Desnudando-te sem pudor,
Alicias-me
Atiças o meu desejo,
Provocas
A minha carne os meus seios
Desafias
A luxúria que me devora
Agora vem
Devora-me aqui agora!
Estas palavras nasceram de um desafio lançado pela Maresia... espero que gostem!
Sem ti... sonho!
Vou deitar-me cedo, vou sonhar a noite inteira, esquecer por uma noite, que um dia me enamorei por ti.
Vou contar-me uma história, vou embalar-me nos meus braços e sonhar!...
Sonhar, que sem ti tudo é possível, que sem ti sou eu, forte, feliz...
Que, sem ti percorro mil e um mundos, sem ti olho o mar, sinto a areia acariciar os meus pés, sem ti o mundo gira e as ondas beijam a areia como os amantes, que não se conseguem despedir. Sem ti, existe o pôr do sol e o brilho da lua, nas noites de verão e mesmo em noites de chuva. Sem ti, vejo o dia raiar, sinto a brisa na pele, no rosto quando acordo. Sem ti, olho-me no espelho e gosto do meu olhar, da minha boca, do meu peito, do meu corpo. Sem ti, sinto que tudo é o que poderia ser...
Quero sonhar e sem ti vou viver.
Hoje
Já esgotei todas as palavras
Hoje estou perdida
No meio do nada
No meio de tudo.
Não sei fazer rimas
Nem versos
Nem tampouco
Historias de faz de conta
Hoje
Só tenho para te dar
O que sou, o que sinto
Hoje
Vou verter-me!
Cada lágrima criada
Cada lágrima vertida
Será um pouco de ti
Assim vou esgotar-te
Dentro de mim.
Os pontos de interrogação?
são muitos
As reticencias...
Já lhes perdi a conta,
Hoje, chegou a hora
De me libertar, de me encontrar
Hoje vou te dar
Um ponto final.
Pinturas...
Calas-me as palavras
Com o teu silencio
Quando o teu corpo
Se transforma na tela
Que pinto…
Tela dourada pelo sol
Onde nasce o desejo
Dos olhares cúmplices
No crime da luxúria
Envolvendo corpos ardentes….
Gosto de te ver assim
Quieto
Apreciando cada gesto
Sentindo …
A minha boca percorrendo-te
Suavemente
Assim como percorre o pincel a tela
LIBERTA-ME
DIZ-ME QUE NÃO!
QUE NÃO ME QUERES...
DIZ!
QUE É MEU SEXO
MEUS SEIOS
MINHA BOCA
QUE QUERES!
DIZ!
QUE NÃO TE INTERESSAM
AS PALAVRAS
O SENTIR!
DIZ!
QUE ME QUERES MUDA!
APENAS GEMIDO...
DIZ!
QUE QUERES APENAS
O PRAZER DA CARNE
QUASE MORTA
DIZ!
QUE NÃO QUERES O SANGUE
VIVO
QUE PERCORRE MEU CORPO
POR DENTRO!
DIZ!
DIZ QUE NÃO ME AMAS!
MATA-TE EM MIM
MATA
O SONHO
A PAIXÃO
O DESEJO...
MATA-ME!
LIBERTA-ME!
Delirio provocado...
Consome-me nas veias
Este sangue
Que leva ao rubro
O meu sentir
Que desperta na minha mente
Delírios profundos…
Sabes que mesmo ausente
Te deitas no meu leito
Percorres a minha pele
E eu a tua
Invades com o teu desejo
O meu corpo
Que te provoca e alicia…
E neste delírio chego a sentir
A tua respiração
Quente e húmida
Faminta e sedenta de paixão
Chego a ouvir a tua voz
Chego a sentir
A tua boca na minha
As tuas mãos em meus seios
Chego a sentir-te
Palavras de uma noite (fim)
Sinto que o dia quase nasce, e só agora me dei conta que fiquei aqui, sentada na varanda a noite inteira, construindo castelos na areia, inventado histórias para me encantar, enquanto tu dormes, aquecido pelo corpo quente que ouve as tuas palavras de todos os dias, esse corpo essa mente para quem a tua guitarra chora, nas noites em que te marca pela sua ausência.
Mas quero que saibas que não invejo esse corpo, essa mente, não, também não sinto ciúme por essa pele tocada pelas tuas mãos, pelos teus olhos, pela tua boca.
Sinto que não serás meu agora, nem amanhã tampouco, mas sabes que a minha alma já encontrou a tua e agora resta-me esperar que a tua encontre a minha. Sabes que te amo assim… Sem nada esperar de ti, porque sei que para além do teu desejo nada mais terei. E o que mais dói na minha alma é que te quero, quero-te… e não te tenho!
Os primeiros raios de sol ferem agora os meus olhos habituados apenas á luz da lua, sinto o cansaço tomar conta do meu corpo, vou dormir um pouco… quem sabe se quando acordar estarás mais perto de mim? Quem sabe a dor que sinto no peito será mais suave…
Fica bem
Beijo
Palavras de uma noite (continuação)
Estás sempre tão longe e tão perto e nas poucas vezes que estás perto, sinto-te longe… Nem imaginas o poder que os teus olhos têm sobre mim! Sabes o que são os teus olhos capazes de provocar? Com os teus olhos és capaz de arrepiar a minha pele, és capaz de aumentar o meu fluxo sanguíneo, és capaz de tornar a minha respiração quase ofegante… és capar de ruborizar a minha face, és capaz de provocar no meu peito uma arritmia que o meu coração quase não aguenta… E a tua boca? Sabes o que ela provoca em mim? Não, não te vou dizer! Não encontro entre as palavras que conheço aquelas que com precisão sejam capazes de descrever e transmitir o que sinto, quando sinto a tua boca na minha… E as tuas mãos… Não, não te vou dizer! Se quiseres saber, vem, vem ver, vem sentir o que sinto quando os teus braços me acolhem num abraço… Quando as tuas mão percorrem a minha pele… quando as tuas mãos procuram as minhas.
|
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[...] continua
Palavras de uma noite
Enquanto saboreio um vinho branco fresco, nesta noite silenciosa e quente de verão, em que a lua me mente, sinto as tuas últimas palavras como ecos, que tocam a minha pele, como as ondas tocam a areia da praia. Não sei o que te dizer, as palavras por vezes escondem-se de mim, como se tivessem medo de serem usadas, uma vez mais, para te dizer que te amo.
E tu pareces tão inatingível, que chego a pensar que as minhas palavras não chegam ao teu peito. Chego a pensar que se perdem no caminho entre os teus olhos que as lêem na minha boca e a tua alma que nunca as chega a sentir. Não sei como me vês, se como uma fruta fresca que alicia a tua boca ou se como uma fruta madura que matará a tua sede. Essa sede que tens e que sinto. Mas sou mais que isso… Sou sentidos, sou sentir. E este sentir por ti, que, do quase nada, veio abalar os meus dias, em que me julgava feliz, atormenta agora a paz desta minha noite. Sempre soube que existias, só não conhecia o teu rosto, a tua voz…
[...]
continua...
Ata-me!

Ata-me
Com as tuas palavras
Agarra
As minhas mãos
Prende
A minha alma
És a liberdade que procuro...
beija-me
A boca...
As mãos...
Os pés...
Todo o meu corpo...
Prende-te
Ás minhas amarras
Prometo-te
Liberdade condicional
Beijo-te...
É urgente
È urgente que sintas no peito
as palavras que escrevo
enquanto tuas mãos seduzem
Outro corpo
Outra mente
É urgente que sintas…
é urgente que sintas minha dança
Ao som da tua musica
É urgente fazer de ti minha tela
e nela pintar a nossa história
Nu... Sim
Quero-te nu
Nu de preconceitos
Nu de mentiras
Nu de historias de faz de conta
Quero te nu
com os sentidos bem despertos
quero que sintas
As minhas palavras
Em cada milímetro
da tua alma
quero que sintas
A minha pele
Em cada milímetro
Do teu corpo
Bem de longe
Que mais posso fazer
Que mais posso inventar
Para de ti me esquecer
A verdade
É que não me sais do pensamento
Tenho nos lábios guardados
Os beijos trocados
Tenho nas mãos tatuado
O aroma da tua pele
Tenho nos olhos gravado
O tremor do teu desejo
Escuto ainda no meu peito
A melodia por ti criada
Quando em mim pensavas
E eu chego a pensar
Que estes sentimentos
Que agora carrego nasceram
Não agora
Mas outrora
Quando este mundo
Ainda não era nosso
No tempo em que as nossas almas
Vestiam outros corpos
Quando te vi pela primeira vez
Foi isso que senti
Que te conhecia
Bem de longe
Diz que me queres...
Olho na água do rio
A lua reflectida
Que me confidencia
Os segredos
Do teu peito
A lua branca que brilha
Ilumina a noite escura
Que em mim perdura…
Queres beijos pintados
Em telas guardados
Queres carícias desenhadas
Em sedas gravadas
Queres a paixão das palavras rimadas
Em poemas dançadas…
Queres…
E eu…
Quero-te!
Não pintado, não desenhado
Não quero telas nem sedas
Quero palavras
Palavras não rimadas
Palavras de todos os dias
Quero o toque suave
Da tua pele na minha
Quero os sorrisos
Que escondes no olhar…
Diz que me queres assim!
Simplesmente assim…
No silêncio
Silêncio...
Sento-me em silêncio...
Oiço somente,
O toque
Dos meus dedos na tua pele...
A tua boca aliciando a minha
Com esse sorriso
De quem promete o paraíso...
Será que ele existe
Esse Éden desenhado?
E neste silêncio
Beijo-te
Suavemente a boca...
(Como eu gosto da tua boca...)
Vejo nos teus olhos...
Na tua pele...
O quanto gostas...
Sabes?
Gosto dos teus olhos...
Da sua cor...
Do Amor
Que neles leio...
Não sei se é por mim
Esse amor
Ou por outra boca
Que te beija
Quando no teu silêncio
Tens a minha ausência
Leio...
Leio as palavras
Na tua boca
Enquanto ela desliza
Pelo corpo
Apagando os silêncios
percorrendo
Os trilhos dos desejos...
gravando
nos poros os suspiros
da loucura
de que gozam os corpos...
Leio as palavras
Nos teus olhos
As promessas das tuas mãos
Gelo...
Sólido
Refrescante
Incendiário
Por natureza
Desliza.
Quase sem tocar
Deixando por onde passa
Um pouco de si...
Inundando
Os poros
Da pele
Acordando
Os sentidos
Atiçando
Os desejos
Enterrados
No corpo
Despertando
Na mente
As mais loucas
Fantasias
Acordei...
Acordei!
Abro os olhos devagar
E olho-me no espelho
Já não te vejo…
O teu cheiro
Que os teus dedos
Coseram na minha pele
Desaparece aos poucos
Em breve
Será mera lembrança
Mero devaneio
Vou esquecer a nossa dança
Criar novas danças
Inventar outras cores
Pintar outras telas
Criar novas histórias
Novos personagens…
Gosto de despertar assim
Devagar
Sentir na face
Os raios do sol
E quem sabe se esse vento
Que sinto
Não é mais que um abraço
Ou um beijo talvez
Numa carícia
Provocada
Pela vontade
De acordar.
Sem sentido
Entraste em mim pelos sentidos
Sem sentido
Deixaste na minha boca
O sabor amargo do silêncio
Os teus dedos como finas agulhas
Coseram na minha pele
O teu cheiro
Mostraste o melhor de ti
E eu
Sorvi cada pedaço teu
Cada palavra
Cada molécula de ar respirado
Cada suspiro
Cada ciliar
Cada gesto
Quieto ou inquieto
E agora cobardemente
Deixas-me neste silêncio
Que me atormenta
Na ausência
Do que foste
E não queres ser
Que mais palavras posso imaginar
Que mais cores inventar
Para te pintar
No quadro
Em que te crio
Cada vez
Que em ti penso
Rubro
Chego de branco...
escondendo o rubro
Do meu desejo...
desnudada
pela chuva
e pela tua boca…
Que me toca
Agora
De leve
Desenhando
Por onde passa
Um sorriso
Na minha boca…
Rubra
Esperando a tua
Para uma dança
Uma valsa talvez
Que confunda
Os sentidos
Que arranque dos nossos corpos
As defesas criadas
Á noite...
Á noite vagueio
Nas horas perdidas
Entre ruelas e avenidas
No peito carrego
Os teus braços e abraços
As tuas mãos e desejos
A tua boca
Os teus beijos.
O calor do sonho
Numa aventura
Onde a ternura
Se mistura
Á ansiedade
E á luxúria
Liberta nas mãos o desejo
Que cada beijo lembrado
Desperta!
Desperta o corpo
Tremulo e ardente
Que os lábios
Húmidos e quentes
Sedentos
De amor
Exploram num pacto selado
No olhar trocado
Entre as mãos
E as bocas ardentes
Escuta...
Escuta...
A melodia das palavras
No silencio
Numa carícia
Que te toca
Através dos acordes
Nascidos
Escondidos
Nas linhas
Que desenham
O desejo
Que corre
Nas veias
Que arrepia
A pele...Foto : Igor Volgin
...

foto:
A. Brito
Danças em mim
Á noiteCom a LuaBranca e distanteDanço para ti...Numa dançaSem nomeQue crioNo escuroDa tua ausênciaDo teu silêncioSó quebradoPelo poema choradoPela tua guitarra.VooNum sonhoDo qual não acordoE os teus acordesPercorremO meu corpoNa mais ousada das caríciasQue vai do corpoAté á Alma...
Palavras ao vento...
Solto as minhas palavras ao vento
Na esperança
Que elas te abracem
E sintas bem lá dentro
A força com que as lanço
A força com que danças
No meu peito…
Quero...
Quero arrancar as Palavras da tua Alma...
Foto : .num mundo paralelamente diagonal...ANDRÉ BRITO
Toca-me …suavemente…
Sussurra-me…
O sentido
Com a tua boca…
Percorre-me …
Devagar…
Saboreia-me!
Sente!
Na minha pele
O meu desejo!
Vê!
Nos meus olhos
O teu desejo…
Deixa-me!
Tocar-te suavemente…
Sussurrar-te o sentido…
Com a minha boca…
Saborear-te….
Sentir na tua pele
O nosso desejo.
Deixa!
A minha alma,
Nua
Tocar a tua…
sem inspiração...
tela
em branco
que apela
a expulsão
mas é nela que te crio
é na tela
que te vejo
é nela
que te sinto
é nela
que te escrevo
é na tela
que te tenho
é na tela
que te vivo
é na tela
que te mato...
Foto:Vitor Melo
Sombra
Mais palavras...
Escreveste nas cordas da tua guitarra
O mais belo dos poemas de amor
Também eu quero
Um poema assim escrito
Nas cordas da tua guitarra
No arco do teu violino
Nas teclas do teu piano
Quero estar na tua vida
Nos teus acordes
Nas tuas alegrias
Nos teus olhos
Na tua boca…
Ai! A tua Boca
Quando me lembro da tua boca
Macia
Húmida
Carinhosa
Voraz
Na minha…
Lembro cada instante
Cada arrepio
Teu
Meu
A sua cor
Ai!
O seu sabor…
...
foto: autor desconhecido
Passa
Passa o tempo
Passa a ilusão
Passa o desejo
Passa
Tudo passa
Tens razão!
Mas tudo se altera
O que era
Já foi
Já passou
Hoje
Não é mais
Que o somatório
Do ontem com o hoje
Passou o tempo que vivemos
Passou a ilusão que tivemos
Passou o desejo que sentimos
Mas o que não passa
É o que tenho hoje
Amanhã não sei como será
Não me perguntes
Mas que interessa o amanhã?
...
foto de Erwin Bosman
cais da tranquilidade
foto de Gonçalo Pereira
momento
Fui ver o mar
Para me acalmar
Queria ver-te
Mas não estavas lá
Os meus olhos molhados
De água salgada
Nascida da saudade
Libertam as mágoas, os sonhos
Que se juntam
Aquelas derramadas
Pelos amores proibidos
Pelos amores impossíveis
Que todos os dias molham
A branca areia
Que meus pés acariciam.
Cecília Cunha
As folhas
As Folhas
Folhas em branco
Que preencho na tua ausência
Com os meus anseios
Com os meus receios
Com os meus desejos
Desejo…
Sei
Que de nada vale
Querer
Que de nada vale
Sonhar…
Mas
Eu sonho
Espero por ti
Sinto o teu olhar
Sobre mim
Arrepio-me
Sinto o desejo
Crescer em mim
Não sei mais o que sou
Nem sei por onde vou…
Sei
Que vais comigo
No pensamento
Sinto-te cá dentro
Em dias de sol
Em dias de chuva
Em noites de luar
Na noite escura…
Cecília Cunha
Grito...
Grito
O silêncio apela ao grito.
O grito mudo, preso no olhar, nas palavras, no pensamento.
O grito surdo, nas mãos, nos gestos, na voz.
Nó cego, preso na alma, alimentado pelas palavras ausentes, pelos gestos não feitos. Desfeitos os sonhos, as expectativas. A realidade nua, crua, dura desperta-me.
GRITO! O grito liberta a alma!
Cecília Cunha
Sentido...
Quero fechar meus olhos
Esquecer o que fui
Viver o agora
Não pensar no que será...
Sentir
Cada pulsar de meu coração
Junto com o teu...
Sentir cada carícia tua
Acaricia-te
No mais íntimo do teu ser.
Ser, sermos um só,
No corpo,
Na alma,
No espaço...
Cecília Cunha
Água e sal
Uma
Gota D’ água
E sal Desliza Sob
A influência Da gravidade
Percorre o caminho sem volta
Desenhando um rasto De mágoa
E saudade do não vivido
Do sentido
…
Cecília Cunha
Um dia
…Como eu queria
Um dia
De ti
Me esquecer
Tirar-te
De mim…
Em mim…
Te perder!
Seres apenas
Mera lembrança
Mero devaneio…
Cecília Cunha
beijo...
Beijo
mãos que se tocam
olhos que se encontram
beijo na boca
Carlos Seabra
...
Leio nos teus lábioso desejoda minha boca...
Primeiro beijo
Recebi o teu bilhete
para ir ter ao jardim
a tua caixa de segredos
queres abri-la para mim
e tu nao vais fraquejar
ninguém vai saber de nada
juro nao me vou gabar
a minha boca é sagrada
Estar mesmo atrás de ti
ver-te da minha carteira
sei de cor o teu cabelo
sei o shampoo a que cheira
já não como, já não durmo
e eu caia se te minto
havera gente informada
se é amor isto que sinto
Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa
Promete lá outro encontro
foi tão fogaz que nem deu
para ver como era o fogo
que a tua boca prometeu
pensava que a tua língua
sabia a flôr do jasmim
sabe a chicla de mentol
e eu gosto dela assim
Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa
x2
Rui Veloso
União
Foto autor desconhecido
Divagando...
Voltei!
Estive uns dias de férias! Precisava de um pouco de descanso!
Divagando…
Penetras sem o saberes
Na minha mente
Sem saberes
Sonho contigo
Será pecado?
Será proibido,
Sonhar sem tu saberes?
Nos meus sonhos
As vezes acordada
As vezes na tua presença
Tu és meu
Não há preconceito
Não há proibição
Não há julgamento
Só há
Paixão
Carinho
Cumplicidade
Desejo!
Será errado desejar-te?
Desejo acordar
Desta divagação
Deste sonho
Encontrar-te a meu lado
Frente a mim
Olhar
Os teus olhos doces
Olhar
A tua boca
Cada vez mais próxima
Deixar de a ver
Saboreá-la
Deixando
A minha pele irisada
O meu corpo leve
Próximo ao teu…
Cecília Cunha
...
Continuo aparvalhada por isso é melhor não escrever nada caso contrário saem coisas do tipo:
O mel dos teus lábios
Ainda persiste nos meus
O cheiro da tua pele
Ainda arrepia a minha
O teu olhar
Incendeia o meu corpo…
Aparvalhada...
A lua
Branca
Imperfeita
Brilha
No céu com as estrelas
Nos teus olhos
Brilham os meus…
Que só brilham
Porque vêem os teus
São como a lua
Que só brilha
Porque brilham as estrelas…
Bem hoje estou assim, aparvalhada, não se preocupem isto passa!
Deve ser da Primavera!!!
Sou sua...
Uns Versos
Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele,
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu choro
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o sou paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo
E depois rasgo
Adriana Calcanhotto